Eu entrei no carro sem olhar para trás.
Não porque não quisesse — mas porque, se olhasse, eu talvez perdesse a coragem de ir embora. E eu precisava de distância. Precisava respirar.
As mãos tremiam no volante.
Kael e Leon.
Dois nomes que já não eram apenas lembranças, possibilidades, passado e acaso.
Eles eram decisões.
E eu estava no centro — como se tivesse sido lançada num campo minado emocional, onde cada passo podia explodir algo irreversível.
O caminho até meu apartamento pareceu m