A manhã chegou depressa demais — e eu sinceramente não estava preparada para ela.
Passei a noite acordada, encarando o teto do meu quarto enquanto as palavras de Kael se repetiam como um eco inconveniente:
> “Eu não compartilho o que é meu.”
Eu deveria ter rido. Devia ter ignorado.
Mas não consegui.
Porque uma parte de mim — a parte que eu detestava admitir que existia — sentiu algo quando ele disse aquilo.
Ciúmes. Desejo. Raiva. Tudo misturado.
Quando finalmente saí para o escritório, eu sabia