Quando o passado encontra uma chance de futuro
NOÊMIA PAIXÃO
O quarto ainda cheirava a banho quente e a corpo. O lençol grudava na pele como uma segunda pele, misturando suor, perfume e sal. Eu tentava controlar a respiração, mas a cada vez que olhava para Amaro, nu à minha frente, o peito subia mais rápido.
Ele me encarava como se ainda quisesse me decifrar. O cabelo grisalho caía rebelde na testa, os ombros largos ainda úmidos, e aquela postura — não a de um paciente, mas de um homem inteiro,