Quando o silêncio anuncia a guerra
NORMAN PAIXÃO CASSANI
O cheiro de café fresco me acordou antes da luz atravessar a janela.
Por um instante, demorei a lembrar onde estava — o quarto era amplo, aconchegante, e o som da natureza invadia tudo.
A lareira já apagada ainda guardava o perfume da noite anterior. Respirei fundo.
Paz.
Era isso o que sentia. Paz de verdade.
Desci as escadas devagar e ouvi vozes vindas da cozinha.
Laura e Navarro estavam ali, os dois de avental, rindo como se o mundo