A noite estava calma. O rancho inteiro dormia, menos eu.
Artur respirava tranquilo no berço, a boquinha entreaberta, a pele tão serena que parecia feita de luz. Eu o observava em silêncio, com o coração inquieto, incapaz de dormir. Talvez fosse o cansaço, talvez fosse o vazio que a voz de Antônio... Ele parecia distante, mesmo quando estava perto, logo ali no quarto no mesmo corredor.
Levantei devagar, tentando não fazer barulho. O piso frio sob os pés, o cheiro de madeira, o som do vento b