A cidade parecia menor do que eu lembrava.
Talvez porque, pela primeira vez, eu não a via do alto — das salas envidraçadas, dos restaurantes caros, dos compromissos que me mantinham em movimento.
Agora, eu caminhava pelas mesmas ruas com outro peso: o de quem não devia mais nada àquele lugar.
O prédio da Bezerra ainda cheirava a poder. O mesmo mármore frio, os mesmos seguranças na portaria.
Quando entrei, os olhares se voltaram para mim, alguns disfarçando surpresa, outros respeito.
Eu não