Alejandro Albeniz
Voltei ao hospício no dia seguinte, precisava esclarecer essas dúvidas que cresciam dentro do meu peito como teia de aranha se alastrando por uma parede. Aquela visita ao Beto tinha deixado mais perguntas do que respostas, e eu precisava saber mais. Tinha algo se formando nas entrelinhas, algo que me escapava por um triz. E a chave estava ali, naquele lugar esquecido.
Mas, dessa vez, eu não queria ver o Beto.
A ala dos pacientes ainda exalava o mesmo cheiro agridoce de desinf