Alejandro Albeniz
A mesa diante de mim parecia saída de um sonho ou de um pesadelo muito bem decorado. O tampo de carvalho escuro mal aparecia sob a profusão de pratos impecavelmente dispostos, como se alguém houvesse pintado uma natureza-morta com mãos febris.
Havia tortilhas douradas e fumegantes, croquetes de jamón com a casquinha crocante e umedecida pela fritura recente, pimentões recheados mergulhados em um molho espesso e vermelho, como sangue antigo derramado em silêncio. Na extremidade