Acordei no meio da madrugada com uma dor estranha, aguda, que começava no estômago e se espalhava pelo corpo. Era uma queimação que subia até a garganta e fazia minha cabeça latejar. Senti um enjoo forte, e o quarto girava.
Tentei me levantar, mas minhas pernas tremiam.
— Pai… — chamei, com a voz fraca.
Ouvi passos apressados e, segundos depois, meu pai apareceu na porta. O rosto ainda sonolento se transformou em puro desespero ao me ver encolhida na cama, suando frio.
Minha mãe, Mariana, veio