Miguel
A manhã parece normal até que não é.
Estou no escritório, tentando revisar documentos, mas sem conseguir focar. Helena foi embora, suspeita da gravidez de Bárbara. Não respondeu minhas mensagens. E o mal-estar de ontem ainda dança nas bordas da minha mente como um vulto.
Algo está errado.
Eu sinto.
Eu sei.
E então as portas do corredor se abrem com um estrondo.
— Polícia! — alguém grita.
Meu coração para.
Três agentes entram na sala, acompanhados por Bárbara, pálida, que tenta explicar a