Bárbara
Miguel está sentado na cama, penteado, perfumado, com as mãos inquietas sobre o lençol.
Não parece alguém que acabou de sair de um colapso nervoso.
Parece um homem ansioso para retomar o palco.
A enfermeira anuncia:
— Sua acompanhante chegou, senhor Miguel.
Ele abre um sorriso triunfante, quase juvenil.
Quando entro no quarto, ele sorri ainda mais, como se eu fosse a prova viva de que o mundo continua girando ao redor dele.
— Bárbara, meu amor… você veio.
Sorrio com doçura artificial,