O quarto ficou imediatamente menor.
A tensão era tão espessa que parecia empurrar o ar para fora, tornando cada respiração difícil.
Júlia observava os dois homens à sua frente — um com o peito arfante e os olhos cheios de desespero, o outro rígido como uma parede prestes a rachar. Ela não entendia tudo, mas sentia no fundo do estômago que estava diante de algo importante… e perigoso.
— Júlia… — Caio deu um passo à frente, a voz quebrando. — Sou eu. Você… me conhece. Ou conhecia.
Ela engoliu sec