A noite caiu devagar, como se o tempo tivesse aprendido a respeitar o ritmo deles. Júlia estava sentada no tapete da sala, cercada por caixas abertas, envelopes espalhados, lembranças que não sabiam mais onde morar. O apartamento parecia diferente quando se começa a empacotar a vida. Cada objeto ganha peso emocional. Cada escolha carrega um pequeno adeus.
Daniel a observava encostado na porta, com uma xícara de café já frio nas mãos. Havia algo bonito naquela cena doméstica, quase banal, e aind