O domingo chegou sem promessas grandiosas. Não havia compromissos marcados, visitas esperadas ou decisões urgentes à espreita. Ainda assim, Júlia acordou com uma sensação diferente, como se o dia guardasse algo silencioso para ela. Não um acontecimento. Um entendimento.
Daniel ainda dormia, espalhado na cama de um jeito despretensioso, como quem não teme ser observado. Júlia sorriu ao perceber como aquele detalhe dizia tanto sobre quem ele era. Não alguém que precisava controlar o mundo. Alguém que confiava nele.
Ela se levantou devagar e foi até a sala. Sentou-se no sofá, abraçando uma almofada, deixando os pensamentos fluírem sem resistência. Pela primeira vez em muito tempo, não tentou organizar o que sentia. Apenas sentiu.
Pensou no casamento.
Pensou no curso.
Pensou no futuro que começava a se desenhar sem pressão.
E, pela primeira vez, o amanhã não parecia um lugar distante ou ameaçador. Parecia apenas… amanhã.
Daniel apareceu pouco depois, coçando os olhos, com aquele sorriso t