O telefone tocou cedo demais para um dia que prometia ser calmo. Júlia ainda estava meio desperta, o corpo pesado de sono bom, quando o som insistente a puxou de volta. Daniel se mexeu ao lado dela, mas não acordou. Júlia esticou o braço e atendeu, a voz ainda baixa.
— Júlia? — a voz do outro lado era conhecida, mas vinha carregada de uma formalidade estranha. — Aqui é do escritório do hospital.
O coração dela não disparou. Não como antes. Ainda assim, ficou atento.
— Sim, sou eu.
— O doutor Da