O aeroporto estava cheio demais para aquele momento que Júlia precisava que fosse só dela. Pessoas passando apressadas, vozes se misturando, malas rodando. Ainda assim, quando avistou os pais atravessando a porta de desembarque, o mundo pareceu desacelerar.
A mãe foi a primeira a vê-la.
— Júlia… — o nome saiu como um choro contido, quebrado pela pressa.
Não houve tempo para palavras. O abraço veio forte, urgente, apertado demais para ser educado. Um abraço que dizia você está aqui, você voltou,