O quarto estava silencioso quando Daniel fechou a porta atrás de si. Júlia ajeitou-se na cama, o olhar firme, embora ainda houvesse uma fragilidade evidente ali. Ela estava pronta — ou acreditava que estava. E Daniel sabia que depois daquele momento, nada seria igual.
Ele puxou a cadeira e sentou-se ao lado dela.
Por alguns segundos, apenas a observou.
Observou o jeito como ela o encarava com confiança, sem imaginar o peso do que ele carregava.
Respirou fundo.
— Júlia… você me pediu a verdade.