O motor da viatura ronca constante enquanto seguimos pela estrada. As ruas da cidade ainda estão começando a acordar, mas minha mente já corre em ritmo de operação.
Estou no banco do passageiro, o colete firme contra o peito, a pistola na cintura, o rádio chiando frases curtas e códigos familiares. A farda ainda tem cheiro de nova, mas o peso é o mesmo de antes — talvez até maior agora.
— Vai falar com o Portulla direto? — pergunta o Batista, com as mãos firmes no volante, os olhos atentos à