A moldura branca com a foto que a gente sempre deixava ali sumiu. Meu coração aperta no peito. Me ajoelho ao lado dele, tentando manter o tom leve.
— Deve ter caído, ou a tia Ayla tirou pra limpar a mesa, filho. A gente já procura, tá bem?
Mas ele não parece convencido. Seus olhinhos castanhos me examinam com aquela sensibilidade que só criança tem — como se ele sentisse que há mais ali do que eu estou dizendo.
— Tá brava comigo, mamãe?
— O quê? Claro que não, amor! — passo a mão nos cabelos