Me tranco no banheiro e apoio as mãos na pia. A porcelana fria sob meus dedos contrasta com o calor que ainda pulsa no meu corpo.
Fecho os olhos. Respiro fundo. Mas o ar parece preso em algum lugar entre o peito e a garganta. Solto com força, como se isso pudesse expulsar tudo o que acabou de acontecer.
Abro a torneira e jogo um pouco de água no rosto. A sensação é um alívio momentâneo, mas a imagem dele ainda está lá, firme, grudada na minha mente. Os olhos do Samuel. A voz baixa dele me agrad