O celular vibra sobre a mesinha de cabeceira. Estou deitada de lado, com uma mão sobre o ventre e os olhos perdidos no teto. Não dormi direito desde que voltei do hospital.
Pego o celular, o coração já disparando só de ver o nome do advogado na tela. Atendo no segundo toque.
— Alô?
— Jade? Boa noite. É o Dr. Henrique.
— Oi… o senhor falou com ele? — minha voz sai baixa, quase um sussurro.
Há uma pausa curta do outro lado da linha. Ele respira fundo, como se estivesse prestes a soltar uma bomb