Entro no escritório do meu pai com cautela. Ele está diante da janela, de costas para mim, observando o jardim com as mãos cruzadas atrás do corpo. A postura dele já me dá um mau pressentimento.
— Pai... — começo, minha voz baixa. — Posso te fazer uma pergunta?
Ele não responde de imediato. Apenas balança a cabeça levemente, permitindo.
— Você... falou algo para o advogado do Samuel? Algo sobre o bebê?
Ele se vira devagar. O olhar é gélido, firme, como se cada palavra fosse uma lâmina.
— Jade