Me viro pela décima vez. O lençol está amarrotado sob meu corpo, o travesseiro quente, e o quarto, embora silencioso, parece respirar pesado comigo.
Olho o visor do celular ao lado da cama.
2h32.
Suspiro. O sono não vem. O medo ficou quieto, mas não foi embora. Está ali, encolhido em algum canto escuro da mente, me vigiando com olhos abertos.
Levanto devagar. As tábuas do assoalho rangem sob os pés descalços, mas tento fazer o mínimo de barulho. A casa parece dormir — e eu queria estar dormindo