O café está quente e forte. Sento à mesa ainda com a farda no corpo, caneca em uma mão, pão na outra, tentando fingir que é só mais um domingo comum. Rigel tá ao meu lado, empolgado, os pés balançando na cadeirinha adaptada para que ele fique no alto enquanto toma Nescau como se fosse chocolate suíço.
— O do papai é muito mais gostoso que o da mamãe — ele diz, estufando o peito com orgulho.
Dou uma risada curta, largo o pão no prato e passo a mão no cabelo dele, bagunçando ainda mais os cachos