O relógio em Nova Iorque marcava quase duas da manhã quando Léo, de pé na sacada de seu loft, largou o copo de uísque intocado. A cidade lá embaixo pulsava como sempre… mas ele não sentia nada. Nada que estivesse ali. O que ele queria — o que ele precisava — estava do outro lado do mundo, incendiando Dubai com um vestido vermelho e um olhar que poderia colocar qualquer homem de joelhos.
Clara.
Miguel surgiu pela lateral da sala como um bom fantasma sem hora, coçando a cabeça.
— Vai ou não vai?