Começou a circular pela mesa, dando beijos no rosto da mãe, de Karina, de Arthur. Cumprimentou Edson e Camila com abraços exagerados.
Cada passo dela em nossa direção fazia a musculatura das minhas costas ficar mais tensa.
Pelo canto do olho, vi Larissa baixar a cabeça, fingindo se concentrar em limpar o queixo de Maria. Mas eu senti a ligeira contração dela e sua respiração, que ficou mais curta.
Sofia finalmente parou ao nosso lado da mesa. Seu perfume, doce e floral, invadiu meu espaço.
— Ale, Lari — ela cumprimentou, mas seu olhar estava pregado em mim. Puxou a cadeira vaga à minha esquerda e sentou-se.
— Espero que estejam gostando.
— Está tudo ótimo, Sofia — Larissa respondeu, sua voz educada, mas plana.
Sofia ignorou o tom e se virou para mim, apoiando o queixo na mão.
— E a comida, Ale? Está boa? Lembro que você sempre adorava o peixe grelhado daqui.
Era verdade. Era um prato que a cozinheira antiga fazia. O fato de ela se lembrar não era, em si, um crime.
Mas a forma com