O 24º andar do prédio da Ventura Holding ostentava poder em cada detalhe: vidro fumê, poltronas de couro, obras de arte modernas espalhadas com exatidão calculada. Mas Caio não se sentia parte daquilo. Nunca sentiu.
A empresa da família — herança de seu avô e orgulho do pai, Guilherme Ventura — sempre pareceu um universo à parte, onde emoção era vista como fraqueza e lealdade, como moeda de troca.
Naquela manhã, Caio estava sentado à mesa de reuniões com o pai à sua frente e Marina ao lado dele