O relógio da mansão marcava quase nove da noite quando o interfone soou, quebrando o silêncio da biblioteca onde Caio passava as últimas horas mergulhado em pesquisas.
A voz do segurança veio abafada:
— Senhor Caio, é a senhorita Marina. Disse que tem autorização para entrar.
Ele hesitou. Respirou fundo. E, pela primeira vez em muito tempo, disse com calma:
— Pode deixar entrar.
Não porque queria. Mas porque precisava.
Marina entrou como quem sempre pertenceu àquele espaço. De salto alto, blaze