Mundo de ficçãoIniciar sessãoZoe Mondego, a sensual e determinada subdiretora do departamento comercial de uma das melhores corretoras de seguros de Los Angeles, vê os seus planos de ascensão desmoronarem ao descobrir que a sua solteirice a exclui de um evento importante da empresa. E como se não bastasse, recebe o convite para o casamento de seu ex-noivo com a sua prima. Decidida a lutar pela promoção e se vingar, Zoe contrata Christian Mcnegro um homem charmoso e caro, estranhamente muito disposto a fazer parte dos seus planos. Mas principalmente, um homem enigmático disposto a mostrar para ela em como a mentira e a volúpia poderá ser o mais irresistível. Não recomendado para menores de 18 anos. Plágio é crime. Direitos reservados.
Ler maisZOE MONDEGO
Rabisque o coração
insinue poemas
recite orgasmosque de tantos acasosverdades sejamassim e semprena ausência, saudadena presença, volúpiavocê!um ser tão especialque moda alguma conseguirá imitarnem anjo, ou demônioapenas presençae a poesia,que taltatuada em nós.— Oscar De Jesus Klemz.
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Encarei, pela terceira vez, os dois convites que repousavam sobre a mesa de vidro, como se fossem artefatos raros, mas que, na realidade, só me provocavam um nó na garganta. Um deles, com letras douradas e cursivas, estava elegantemente disposto sobre um papel bege e refinado, que até exalava o perfume suave de lavanda, como se tentasse me acalmar. O outro, sem graça e simples, com letras impressas em um papel branco, parecia estar ali apenas para me lembrar de algo que eu não queria lembrar.
O contraste entre eles me incomodava. Era como se um me atraísse, me puxasse para um futuro que eu ainda não sabia se desejava, e o outro, sem me dar uma chance sequer, se impusesse.
Mas ambos estavam ali, esperando por uma decisão que eu não sabia se seria capaz de tomar.
Eu já sabia qual era o primeiro convite: o casamento de Kristen, que com certeza parece ser a última coisa que eu desejo pensar nesse momento.
O segundo, no entanto, pegou-me completamente desprevenida. Ou melhor, talvez não tão surpresa assim. A verdade é que uma parte de mim já havia antecipado que algo como isso aconteceria, mas eu não queria aceitar. O convite estava ali, na minha frente, simples e sem nenhuma adornada cerimônia, como se fosse um tapa na minha cara, uma lembrança de que, por mais que eu tivesse me esforçado e trabalhado duro, não era o suficiente, nunca era o suficiente, e que eu não estava no controle de nada.
Passei as minhas mãos pelos cabelos curtos e, com o movimento, senti a suavidade entre os dedos, mas não consegui encontrar consolo em algo tão trivial. Respirei fundo, tentando não deixar que o pânico tomasse conta de mim. Certamente eu precisava de clareza, precisava acalmar-me, porque o que acontecia naquele momento não podia se transformar em um ataque de histeria.
Não agora.
Os meus saltos altos ecoaram pelo piso polido da sala, ela, imensa e fria, parecia se expandir a cada passo que eu dava, como se o ar se tornasse mais denso, mais difícil de respirar.
Voltei a inclinar para pegar um dos convites que agora estava nas minhas mãos, ele era o reflexo do que eu temia há meses, o reflexo de que, por mais que eu me esforçasse, por mais que eu estivesse disposta a sacrificar qualquer coisa em nome da minha carreira, eu jamais seria tratada justamente. O que havia acontecido ali? Como haviam chegado à conclusão de que eu não era capaz de assumir a direção comercial?
Sou a subdiretora comercial da Mrs. Walter's, uma das principais corretoras de seguros do estado, e eu sabia que a minha posição não era qualquer posição. Eu havia trabalhado para isso, sacrificado noites de sono, deixado de lado momentos com os meus amigos e até o meu lazer. Eu havia provado o meu valor de todas as maneiras possíveis, e, mesmo assim, parecia que tudo o que eu fizera tinha sido em vão. Era como se estivessem me olhando como se eu fosse uma peça descartável, como se, em algum lugar, eu tivesse sido substituída sem que ninguém sequer se preocupasse em me avisar.
Franzi a testa e olhei para o convite mais uma vez, tentando entender o que eu estava sentindo. Era humilhação, talvez? Ou era mais uma mistura de impotência com raiva? Era difícil de identificar, mas, de uma coisa, eu tinha certeza: a ideia de ser removida da lista de convidados do evento mais importante do ano da empresa era uma ameaça direta ao meu orgulho. Eles estavam me afastando, tentando me reduzir a nada, e eu não poderia permitir que isso acontecesse.
Eu havia sido uma das poucas mulheres na mesa de congressos administrativos. Na verdade, eu era a única solteira, o que, para muitos, parecia ser um motivo adicional para duvidarem da minha capacidade. Eu sabia que, mesmo provando as minhas habilidades como profissional, minha presença ali, no topo da hierarquia corporativa, nunca havia sido vista com bons olhos. Talvez fosse o meu modo de trabalhar, eu não me conformo jamais com as expectativas baixas que os outros têm para mim.
Preciso pensar em algo. Um plano, isso! Algo que me dê controle novamente. Eu não posso deixar que o acaso ou a maldade de outros determinem o meu destino.
Por fim, olhei novamente para o café, que já estava morno, e o levei até a boca, e a cada gole, o líquido quente parecia fazer o meu corpo reagir, mas não com o efeito calmante que eu esperava, pelo contrário, sempre que tomava o café, sentia o meu corpo ainda mais tenso.
Eu sabia que não teria paz, mas a verdade é que, enquanto eu olhava para o convite, não conseguia enxergar um caminho claro à frente. Eu já sabia o que significava não ir ao evento — era um sinal claro de que eu perderia tudo o que havia trabalhado por tanto tempo.
Eu sabia que, por trás de tudo isso, estava Hugo. Hugo Lecos. Ele nunca foi um inimigo direto, é claro, mas estava sempre ali, nas sombras, e principalmente, ele sabe o quanto eu queria aquela promoção, o quanto eu estava disposta a lutar por ela. E, no fundo, eu sentia uma sensação de traição tão forte que quase me fazia perder o controle. Mas não podia, não agora, eu precisava manter a compostura.
De repente a porta se abriu e Kate, a minha secretária, apareceu com aquele olhar tão atencioso que, por um momento, achei que ela poderia adivinhar o que se passava na minha mente.
— Srta. Mondego, o Sr. Lecos pretende falar com a senhora. Posso transferir a chamada? — Ela perguntou, com uma voz suave.
Eu me senti engasgada por um momento, o maldito tentava comunicar, não era uma boa notícia, eu sabia, mas eu não podia evitar a sensação de que, agora, a conversa seria inevitável.
— À vontade, Kate — respondi, tentando soá-lo o mais calma possível. Cocei a garganta e acomodei-me na cadeira, tentando me recompor o máximo possível antes de atender.
Ela saiu da sala e, em questão de segundos, a videochamada foi iniciada. Eu não sabia o que era pior: estar em uma videochamada com Hugo agora ou estar em uma posição em que tudo o que eu mais queria era gritar. Respirando fundo mais uma vez, olhei para a tela do computador, tentando controlar as emoções que estavam prestes a explodir. Quando vi o rosto de Hugo aparecer na tela, ele me olhou com aquele olhar tão característico de quem estava prestes a dar uma notícia ruim.
ZOE MONDEGO Os meus pais não têm o jato privado, tudo porque o meu pai sempre manteve a política de que não pagaria por algo que ficará metade do ano parado. Nesse caso, eu concordava plenamente com, porém, isso não fazia com que polpa-se quando foi reservar literalmente toda a primeira classe do avião comercial. Nós somos seis, contando com as mais seis melhores amiga da noiva, fez-se no total doze pessoas, ocupando toda a área. Assim que eu entrasse na aeronave, faria questão de procurar os assentos mais distantes deles para ir durante todas as seis horas de viagem. Estamos todos sentados na sala VIP do aeroporto, cercados pelo luxo discreto e pela atmosfera de exclusividade que permeia o ambiente. Os assentos são confortáveis, o serviço é impecável e o silêncio tranquilo oferece um refúgio bem-vindo da agitação lá fora, quer dizer, silêncio entre aspas, porque era impossível não ouvir os cochichos das meninas, mesmo que elas tentassem falar o mais baixo possível. Observei vagam
ZOE MONDEGO E como se tudo não pudesse piorar, senti logo uma pontada de indignação ao ver Kristen se aproximando do meu marido de mentira. Ela estava vestindo um biquíni amarelo clarinho que evidenciava os seus cabelos ruivos presos por um coque alto, que, apesar de ser bonito, era excessivamente sensual aos meus olhos. Aquela escolha de traje, somada à maneira como ela segurava as taças de vinho e uma garrafa de vinho branco, deixava claro que ela tinha algo em mente, algo que eu não estava disposta a permitir. Eu definitivamente não queria ficar com ciúmes dela, mas ainda me admira como ela ousava se insinuar para qualquer homem que não seja o seu marido Colton. Talvez eu simplesmente devesse deixar o próprio Christian lidar com isso, certo? Eu estou pagando para que ele finja me amar, ele não faria a bobagem de corresponder as investidas dela, não é? Porém, decidi que não deixaria esse ultraje passar impune quando vi o loiro segurar uma das taças de vinho que Kristen o ofereceu
Olhar penetranteImpávido e serenoTentações que sonheiPrazeres imagináriosConvites recusadosSerei eu próprioDe me seduziresDe me levares deste conforto calmoDe me mostrares quem realmente ésDe te abrires comigoContar-me todos os teus segredosToda a tua intimidadeDe ficar com o teu perfume cravado na minha peleDos teus beijosLeva-meEm qualquer sítio, em qualquer lugarNum canto só nossoPara aí te abrir o meu fatoDescair toda a roupa que há em nósPara nos entregar-nos mutuamentePara realizar o nosso desejoPara sentir o sabor da tua pelePara trocar os nossos valoresPara sermos únicosSermos um sóPorque amanhã nem sequer nos conhecemosMas ficou a marcaFicou o momentoPara mais tarde recordar — Adonis silvaZOE MONDEGO— Sabe como é, neh? Tudo está tão entediante com a sua ausência — Louise resmungou audivelmente. — O bom é que essa é a última semana, não é? O dia após a despedida de solteiro será o casamento, certo? Sorte a nossa. — Sim, ao menos, tudo isso deixa
— Ei — ele disparou com a voz baixa, com o canto do lábio se curvando para cima e morrendo em seguida assim que ele a reconheceu. Os seus olhos inclinaram-se para cima e para baixo no seu corpo de uma maneira que quase faz a pele de Louise.Porém, nesse momento ela gostaria que fosse realmente um serial killer.— Hugo Lecos — ela disse, mantendo a porta aberta por mais tempo do que desejava. O gesto parecia um convite, mas, na verdade, era um esforço para conter o seu surto interno. — Você é casado! O que estava fazendo num aplicativo de encontro as cegas? — Tudo o que conseguiu ouvir dele foi um suspiro resignado.— Posso entrar? Eu trouxe vinho. — Pediu ele, enquanto Louise hesitava por quase um minuto inteiro, debatendo internamente sobre a sabedoria de permitir a sua entrada. No final, ela cedeu, abrindo um pouco mais a porta para que ele pudesse, finalmente, entrar.Para ser sincera, Louise sabia muito pouco sobre Hugo. Desde que Zoe chegou a Los Angeles, ela havia-o visto apenas
A bela floricultura em uma estrada movimentada de Los Angeles é um oásis de luxo e elegância no coração da cidade. A sua fachada principal é um espetáculo à parte, projetada com uma estética de classe mundial em tons de preto e dourado.Ao se aproximar do vivero de plantas, você é recebido por um majestoso portal de vidro, que se estende do chão ao teto, permitindo que a luz natural ilumine o interior e realce a beleza das flores e arranjos. O vidro é complementado por uma estrutura de metal preto, que cria um contraste impressionante e enfatiza a sofisticação do estabelecimento.Logo na entrada, uma impressionante variedade de flores exala as suas fragrâncias e cores irresistíveis. Grandes vitrines de vidro, também em tons de dourado, exibem cuidadosamente os buquês e arranjos exuberantes, criados com uma seleção das plantas mais raras e deslumbrantes. Rosas, lírios, orquídeas, petúnias e outras flores exóticas se destacam, cada uma na sua própria beleza única.No interior, o ambient
ZOE MONDEGOA nossa ida a Strip District foi feita em silêncio, na verdade, Christian Mcnegro se concentrava em falar com alguém no celular no qual eu novamente não prestei atenção, e eu mantive-me atenta ao meu trabalho, discutindo algumas coisas com Hugo, que se preocupava em saber detalhadamente das fofocas da minha família e ocasionalmente me ralhando por eu não estar me divertindo.Seria possível eu conseguir mentir com todo o peso da mentira dando cabo das minhas costas? Tenho certeza que não.Christine se me visse agora, estaria dando risada da minha cara e garantido que eu não conheço a palavra diversão, apenas trabalho, e para ser sincera, neste momento, não tenho autonomia para discordar.Olhei mais uma vez de forma discreta para o homem cheiroso ao meu lado.Eu sempre admirei a habilidade dele em fingir que está totalmente envolvido em conversas quando estamos com a minha família. Ele não é do tipo que gosta muito de falar, apenas o necessário, especialmente quando está fle





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