A notícia não veio como surpresa absoluta.
Veio como confirmação.
Aurora estava sentada à mesa da cozinha, a luz da manhã atravessando o vidro com suavidade, quando percebeu que o silêncio dentro dela era diferente. Não era vazio. Não era medo. Era expectativa contida, quase respeitosa.
O teste descansava entre os dedos quando Ethan entrou.
Ele parou ao vê-la.
Não perguntou nada de imediato. Aprendera que alguns momentos pedem espaço antes de palavras.
— É real — ela disse, antes que ele pudesse formular a pergunta.
Ethan respirou fundo. Não sorriu de imediato. Aproximou-se devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar algo invisível.
— Você tem certeza? — perguntou, a voz baixa.
Aurora assentiu.
Ele fechou os olhos por um instante. Quando os abriu, havia algo diferente ali. Não a euforia de antes. Não o medo. Havia reverência.
Ele se ajoelhou diante dela, apoiando a testa em seu ventre ainda plano, como se pedisse permissão ao futuro.
— Nós vamos fazer isso direito — dis