A queda de Hugo Malverne não veio com espetáculo.
Não houve manchetes imediatas, nem helicópteros, nem flashes. O que houve foi o tipo mais perigoso de silêncio: aquele que se espalha quando um império começa a desmoronar por dentro, peça por peça, sem que o mundo ainda saiba para onde olhar.
Na madrugada seguinte à prisão, três contas foram congeladas. Duas empresas suspenderam operações. Um conselho extraordinário foi convocado antes do amanhecer.
E alguém morreu.
Não Hugo.
Um intermediário.