A madrugada avançava devagar demais no hospital.
Ethan permanecia imóvel na cama, ligado a aparelhos que marcavam uma estabilidade frágil, quase ofensiva diante do que havia acontecido. O tiro atravessara mais do que carne — atravessara a ilusão de controle absoluto que ele sustentara por anos.
Aurora não dormia.
Sentada ao lado da cama, ela observava cada pequeno movimento do peito dele, cada alteração mínima no ritmo monitorado. Não chorava. Já havia chorado o suficiente em silêncio. Ago