Amélie Moreau
Naquela manhã, quando abri os olhos, algo parecia diferente. O quarto estava banhado por uma luz suave e quente, o tipo de luz que há muito eu não via sem sentir o peito apertar. Pela primeira vez em semanas, eu não acordei com o nó na garganta ou o peso no coração. Havia... leveza.
Talvez fosse o tempo. Ou talvez, como Aurora diria, o universo estivesse tentando me dar um pequeno respiro depois de tanto sufoco.
Levantei da cama, prendi o cabelo e, por impulso, peguei um vestido f