Amélie Moreau
Um mês.
Havia se passado exatamente um mês desde o enterro de Clóvis. Um mês em que o mundo parecia girar devagar demais e, ao mesmo tempo, depressa demais.
Um mês em que vesti preto todos os dias, como se cada peça fosse uma lembrança viva — um símbolo do amor e da ausência.
Eu havia me adaptado à rotina, ou ao menos fingia bem. Corria todas as manhãs antes das aulas, estudava à tarde, encontrava Aurora no almoço e, à noite, voltava para casa. Sozinha.
Desde que ela se mudara par