Amélie Moreau
Os dias começaram a passar rápido demais. A dor ainda existia, é claro, mas já não era um abismo sem fim. Era uma lembrança constante, um sussurro suave que às vezes doía e às vezes confortava.
As terças-feiras tinham se tornado o meu refúgio. O café da manhã com Noãn era o pequeno ritual que me fazia lembrar de respirar.
Acordava cedo, corria, tomava um banho rápido e caminhava até a cafeteria próxima à universidade. Lá, ele já estava — sempre pontual — sentado à mesa de sempre,