Diego
O som abafado da chuva caindo sobre o teto do salão parecia chorar por mim. Eu já não tinha lágrimas, mas o peito... o peito doía como se alguém o esmagasse com as mãos. Cada respiração era um esforço, cada olhar para aquele caixão fechado me rasgava um pouco mais por dentro.
Clóvis sempre foi a luz da casa. A voz que acalmava, o riso que enchia as manhãs de vida. Agora, só havia silêncio. Silêncio e o som constante das pessoas que vinham me abraçar, repetindo as mesmas palavras que já nã