Era domingo, mas nada tinha paz. Eu me recusei a ficar em casa lambendo as feridas. Já tinha chorado demais, engolido humilhação demais. Decidi ir à praia com Gabriela e Eric, porque eu precisava respirar, precisava lembrar que ainda era dona de mim. Escolhi um biquíni minúsculo, provocante, de um azul que deixava minha pele dourada. Eu queria me sentir viva, desejada, e queria, sim, ver se ele ainda se corroía por dentro como dizia.
Quando eu estava prestes a sair, a porta do quarto escancaro