O silêncio dentro do carro estava ensurdecedor. Tão pesado que parecia ter um corpo. Saímos da casa da tia dela como dois estranhos. Isabela encarava a janela como se eu nem estivesse ali. E eu? Eu estava a ponto de explodir.
Minha vontade era sumir. Sumir pra caralho. Meter o pé, sumir na mata, na boca, no que fosse. Só para não ter que encarar o jeito que ela me olhava. Ou pior, o jeito que ela não me olhava.
— Vou te deixar em casa e depois vou pra boca. — avisei, seco, quase cuspindo as p