O calor do fim de tarde pesava mais do que o normal. O asfalto da comunidade soltava fumaça, a laje fervia, o vento não dava trégua. Priscila se abanava com a mão, sentada na mureta da laje de casa, observando o vai e vem lá embaixo. Fabão tinha saído pra resolver “uns corres” e Rute dormia, exausta da faxina que tinha virado o dia.
Do alto, a favela era outro mundo. Um mundo que pulsava diferente. Cada viela parecia esconder um segredo. E em cada olhar que subia até ela, Priscila sentia algo q