Isabela Andrade
Sábado, 17 de setembro de 2022 — Noite
Eu não sabia qual era pior: o frio da noite parisiense ou o frio no meu estômago. As luzes refletiam nos vidros fumê da limusine enquanto o carro avançava pelas ruas, elegante demais para combinar com o tumulto dentro de mim. Rebeca ajeitava o vestido com discrição, tão impecável que parecia ter nascido para caber em ambientes como aquele. Eu tentava controlar minha respiração. E Matheo… estava ao meu lado, no silêncio que sempre me desmonta