Isabela Andrade
Quinta-feira, 15 de setembro de 2022
A manhã entrou devagar pelo quarto, com a luz filtrada pelas cortinas pesadas. Eu ainda estava cansada, como se a noite não tivesse me dado descanso algum. Mal havia pregado os olhos. As palavras de Matheo martelavam em mim como um sussurro constante: “Você não está mais sozinha.”
Levantei, vesti um vestido de algodão claro e desci para o andar de baixo. O silêncio da casa era quebrado apenas pelos passos leves de Amélie no corredor. Ela surg