A foto da minha gaveta ficou exposta na mão do policial como se fosse uma sentença. Era a minha gaveta, sim. Aberta. Com o crachá de Mauro dentro. A imagem tinha uma qualidade ruim, meio torta, como se tivesse sido tirada às pressas, mas era nítida o suficiente para todo mundo entender o que ela queria dizer. Não que eu tivesse usado o crachá. Eu não tinha usado crachá nenhum. Tinha entrado na lábia, no improviso, no desespero. Justamente por isso, aquela foto era ainda pior: não provava o que