O segurança segurava o saco plástico transparente como se tivesse medo de ser contaminado por aquilo. Dentro, o crachá de Mauro parecia pequeno demais para provocar tanto estrago, mas bastou eu ver meu próprio nome atravessar o olhar de todo mundo naquela sala para entender que a noite tinha acabado de piorar de um jeito quase artístico.
— Na minha mesa? — perguntei, antes de qualquer outra pessoa.
Minha voz saiu tão baixa que eu mesma quase não ouvi. O segurança assentiu, constrangido, como se