Um computador registrado no andar da presidência.
A frase não parecia tão grande, mas caiu na sala como se tivesse derrubado um móvel pesado. Todo mundo olhou para Mauro antes mesmo de pensar. Era automático. Presidência era ele. Sala de presidência era ele. Andar da presidência era ele. E, naquela noite, tudo que encostava em Mauro também encostava em mim. Jeremias percebeu isso antes de todos e, como sempre, foi o primeiro a transformar percepção em arma.
— Mauro — ele disse, quase com pesar.