A conclusão veio inteira, sem pedir licença. Alessandra tinha roubado o crachá de Mauro. Não por ciúme, não por teatro, não para marcar território com aquele selinho ridículo na frente de todo mundo. Aquilo tinha sido a cortina de fumaça. O gesto pequeno, íntimo, quase patético, tinha servido para esconder outro movimento. A mão perto do paletó. O corpo encostando no dele. A pressa para ir embora logo depois.
— Foi a Alessandra — eu disse.
Mauro virou para mim, e eu soube que ele entendeu antes