Mundo de ficçãoIniciar sessãoVitor
Agora sou escravo da minha prima. Era só o que faltava.
Eu devia estar em meu apartamento, ou fodendo em algum motel, mas não, um dia antes das aulas estou no campus. Não sei porque Maristela não leva sua amiga para casa. Nós dois sabemos que se alguém tem chance de foder com a garota é ela. Hanna é uma lésbica assumida. Uma linda japonesa que está bem longe do meu alcance.
Saco! Aqui estou eu equilibrando dois pacotes de pipoca e dois refrigerantes grandes do cinema. Aquela manhosa me convenceu a ir até o cinema comprar para ela e sua amiga assistirem no quarto da faculdade, onde ela fica quando está enjoada do nosso apartamento. O que é quase sempre.
É isso. Nem para mim a porcaria era. Eu não ia, mas estou devendo pela noite em claro que a fiz passar antes das férias. Eu juro que não sabia que ela estava em casa. Até bati na porta para ter certeza, mas ela não atendeu e tinha me dito que estaria com Hanna.
Eu aproveitei a casa vazia para levar duas gatas gêmeas e líderes de torcida. Claro que a festa estava armada na minha cama.
Ai no dia seguinte descubro que minha prima ouviu tudo. Foda, viu! Em pagamento virei seu escravo...
― Porra! ― grito.
Foi de repente. Uma chuva de pipoca e um banho gelado de refrigerante me tirou dos devaneios.
― Filha da puta! ― comecei a disparar palavrões mal olhando a garota baixinha que causou toda essa confusão ao meu redor. ― Você é cega, garota?
― Me desculpe. Sinto muito. ― A voz doce e baixa se fez ouvir. Finalmente encaro a pequena morena na minha frente, de cabeça baixa, encarando os próprios pés.
― Sente porra nenhuma. Ou pelo menos olharia na minha cara para dizer. ― Ou ao menos tentaria por ser baixinha demais.
Ela levanta a cabeça e me encara. Levei um susto com a marca em seu olho. Deve ter alguns dias, mas é possível ver claramente que ela levou um soco.
― Pelo jeito não é a primeira vez que faz merda. Esse olho roxo ai é da última vez que ... ― Paro de falar quando ela dá um passo desajeitado para trás. Parece prestes a correr.
Mas para minha surpresa e deleite ela levanta o queixo e diz:
― Já pedi desculpas. Sei que cometi um erro.
― Você terá que pagar por isso ― digo. E confesso que estou adorando esse confronto com a baixinha.
― Quanto é?
Coloco a mão no queixo a analisando. A roupa é muito estranha, um vestido preto abaixo do joelho e um casaco também preto, fechado até o último botão ― será que está de luto? ―, mas a moreninha é linda. Nem mesmo o olho roxo muda isso.
― Uma trepada gostosa paga ― respondo.
E ela dá mais um passo para trás, como se levasse um soco. A primeira vez que alguém agi assim com uma proposta de sexo com Vitor Rodrigues.
― Na sua cama ou na minha? ― provoco com uma mordida no lábio inferior.
― São todos iguais! ― ela praticamente grita e sai correndo.
Eu hein!
― Ainda me deve ― grito também, só de pirraça. Temos tempo. Minha nova aventura agora é descobrir quem é essa baixinha e descobrir seus prazeres mais ocultos.
Só que não hoje.
Deixei a moreninha ir e fui comprar novas pipocas e refrigerantes. Nem se eu fosse atropelado por um caminhão poderia chegar naquele quarto sem essas coisas. Maristela poderia ligar para minha mãe e dizer que ando levando garotas para o nosso apartamento. É bem capaz de todos os Rodrigues aparecerem para me ensinar como tratar uma garota. Tio Antônio me presentearia com uma sessão de tortura se soubesse que transei com gêmeas sob o mesmo teto que sua filha. E assim, a vadia da minha prima me faz de escravo.
Só avisando que apenas eu posso chamar ela de vadia.







