Ao chegar em casa, Omar carregava algumas malas com roupas de Daphne. Havia pedido à avó que reunisse apenas o essencial. Ela achou estranho, percebeu o sorriso amarelo e envergonhado dele enquanto pensava: por que minhas coisas ainda estavam na casa da minha avó?
Era verdade que lá havia um closet inteiro, cheio de roupas modernas e elegantes. Ainda assim, Daphne preferiu não insistir naquele pensamento. Sua mente estava confusa. A memória recente falhava. As lembranças vinham fragmentadas: a briga, a verdade revelada, a decisão de ir embora daquela casa. Tudo parecia distante, como se tivesse acontecido com outra pessoa.
A gravidez surgira em um momento peculiar — cruel, até. Omar não esperava por aquilo. Dentro dele, sentimentos conflitantes travavam uma guerra silenciosa. A lembrança da mentira ainda doía. A forma como Daphne entrara em sua vida, o jeito como tudo começara… Ele fora enganado, e agora se via preso a um caminho sem retorno.
Mesmo assim, ele a amava. Amava Daphne de