Tudo parecia, finalmente, estar indo bem depois que resolveram aquela parte do problema. Omar sentiu como se um peso tivesse sido retirado de seus ombros. O medo que o acompanhava — o medo de que, a qualquer momento, Daphne se lembrasse de tudo e algo ainda mais grave viesse à tona — havia diminuído. Não desaparecera por completo, é claro. Ele não estava cem por cento. Sabia que não confiaria nela como antes, pelo menos não tão cedo. Ainda assim, por ora, ela estava feliz. E isso bastava.
Conseguiu aproveitar o restante do dia ao lado dela, sem interrupções, sem interferências. Em silêncio, quase esperando que algo desse errado, porque no fundo acreditava que, de um jeito ou de outro, alguém surgiria para estragar aquele raro momento de paz. Mas, até então, nada aconteceu. Então, voltaram para casa.
Daphne entendia exatamente os pontos em que Omar ainda não confiava nela. Sabia que precisaria fazer algo — ou muitas coisas — para reconquistar aquela confiança perdida. E isso não seria