Mundo de ficçãoIniciar sessãoFoi difícil enviar aqueles papéis.
Difícil demais.Na verdade, eles estavam ali, bem à minha frente, sobre a mesa. O fim do meu casamento reduzido a algumas folhas frias, oficiais, esperando apenas a minha assinatura. Eu encarava meu nome no rodapé como se ele não me pertencesse mais. Não tinha coragem de assinar.Eu mesmo pedi ao advogado que redigisse tudo e enviasse outra cópia para ela. Se Daphne assinasse… e se eu assinasse também, então estava acabado. Nosso casamento seria oficialmente anulado. Eu estaria livre.Livre daquela mulher que eu amava perdidamente.Não adiantava mentir para mim mesmo. Nem para ninguém. Nem para o silêncio daquela casa. Eu a amava. E esse amor ardia dentro de mim como algo vivo, indomável.Nos dois primeiros dias, eu a odiei.Um ódio cru, feroz. Eu queria destruí-la. Destruir o amor que sentia. Arrancar aquilo de dentro do peito de qualquer jeito. Mas não consegui. Simplesmente não consegui.<






