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Daphne estava no quarto depois do banho, enxugando os cachos ainda úmidos, quando ouviu vozes vindas do andar de baixo. O tom não era baixo. Havia tensão ali. Peso. Ela vestia roupas simples, confortáveis, o corpo ainda quente da água. Saiu devagar, caminhando pelo corredor em silêncio, até parar no topo da escada.

Olhou para baixo.

E ouviu tudo.

O ar parecia denso, quase sufocante. Omar estava furioso — perturbado de um jeito que ela conhecia bem. E, conforme a conversa avançava, ficou claro: o centro daquele confronto era ela.

Bingo.

A culpada.

Daphne respirou fundo, deixando os ombros caírem lentamente. Até quando aquilo voltaria à tona? Até quando seu nome seria o fio condutor de dores que não começaram com ela?

Quando o velho finalmente foi embora, o silêncio tomou a casa. Daphne desceu as escadas com cuidado. Estava descalça. Encontrou o marido parado no meio da sala, imóvel, atormentado.

— Omar… — chamou, com suavidade.

Ele se virou. Surpreso, mas não totalmente. Sabia que ela
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